Festival Instrumental Portugal regressa à Póvoa de Lanhoso com espetáculo “180 vozes de Maria da Fonte” e concerto de Rão Kyao
Está de regresso, à Póvoa de Lanhoso, a segunda edição do Festival Instrumental Portugal 2026. Com entrada livre, este evento vai decorrer entre 30 de julho e 2 de agosto. O espetáculo “180 vozes de Maria da Fonte” e o concerto de Rão Kyao prometem ser momentos altos.
O programa foi apresentado hoje, 24 de junho, num momento que juntou o Presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, e o Diretor Artístico e representante da Portugal Music 360, Manuel Oliveira, no Theatro Club.
“Temos a convicção reforçada de que é uma aposta ganha e todos os anos vamos ter oportunidade de reconfirmar essa aposta ganha”, assegurou, de entre outras considerações, o Presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, para quem eventos como este confirmam a Póvoa de Lanhoso como um Município que apresenta eventos culturalmente relevantes, de qualidade, com dimensão nacional e que ajudam o concelho a fazer um caminho de sucesso. “É muito interessante percebermos que a Póvoa de Lanhoso, através desta e de outras iniciativas, consegue evidenciar-se e ser diferente para melhor. Por isso, o nosso objetivo é organizar eventos de qualidade, promover fenómenos culturais que sejam interessantes para as pessoas do concelho e para quem nos visita e, desta forma, destacar o trabalho que vamos fazendo ao longo dos anos e evidenciar o concelho”, considerou ainda o autarca. Convidando as pessoas a virem à Póvoa de Lanhoso, por aqueles dias, o Presidente da Autarquia Povoense assegurou desde já a continuidade da parceria que está na base da organização do Festival Instrumental Portugal.
Para a Autarquia, o ponto alto será o espetáculo “180 vozes de Maria da Fonte”, no dia 2 de agosto, através do qual se pretende assinalar a Revolta liderada por aquela heroína da Póvoa de Lanhoso. “Valorizamos todos os momentos, mas valorizamos especialmente todos os momentos que envolvem a comunidade. Este é, para nós, o auge do Festival, do ponto de vista da participação comunitária”, destacou o Presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro.
Estima-se que este espetáculo de envolvimento da comunidade, inspirado nas “7 mulheres do Minho”, possa envolver cerca de 300 pessoas em torno da sua organização. Incluindo diferentes linguagens artísticas e espaços, este momento está a ser construído com entidades locais, como Escolas, Bandas de Música, Ranchos Folclóricos, Grupos Corais e Fanfarras, por exemplo. O envolvimento das entidades locais tem a intencionalidade de trazer públicos mais vulneráveis e essa inclusão pela arte acontecerá pelas mãos do CLDS 5G Lanhoso. Qualquer pessoa, a título individual, pode participar.
O Diretor Artístico e representante da Portugal Music 360, Manuel Oliveira, destacou algumas particularidades desta produção. “Este Festival tem um carater singular. É o primeiro e único Festival de música instrumental onde não há um critério de género. Tendemos a que seja mais ligado à nossa identidade etnocontemporânea, mas todos os géneros musicais são bem-vindos e, fundamentalmente, que sejam de incentivo à criação original”, destacou. Outra das particularidades é fazer com que “a experiência dos artistas permita que eles se comuniquem uns com os outros” e que o evento “também tenha uma ligação fundamental à comunidade da Póvoa de Lanhoso”. Para este responsável, “não é por acaso que a Póvoa de Lanhoso acolhe este Festival ambicioso e diferente” e tal acontece, porque, neste concelho, “a música desempenha um papel extremamente importante”. Revelou ainda intenção de que o Festival Portugal Instrumental deixe de ser um acontecimento isolado e passe a ser uma dimensão cultural presente na comunidade povoense, durante todo o ano.
A apresentação contou também com as presenças da Vereadora da Cultura, Fátima Moreira, e do Coordenador do projeto comunidade, Eliseu Matos.
O evento traz ainda concertos de nomes conhecidos e de nomes emergentes, jam sessions e o Ciclo de Conferências “Falar Instrumental”. No arranque do Festival, a 30 de julho, o programa traz Maria do Mar e Phole; e no dia 31 de julho, os concertos de José Manuel Neto e Mariana Martins. Para 1 de agosto estão marcados os concertos de Rão Kyao e Chibatada. Na mesma data, realiza-se a Conferência Falar Instrumental, que irá debater a criação de um prémio, associado a este Festival, que seja elegível para todos os géneros. Pretende-se que a primeira edição seja já em 2027.
A tónica é colocada na qualidade, na promoção de eventos de dimensão nacional e na capacidade de gerar participação. Elementos que contribuem para posicionar a Póvoa de Lanhoso no centro da música instrumental e para afirmar o concelho como território que proporciona e produz momentos culturais.
Procurando uma maior abrangência, o Festival decorre em período de férias para muitas pessoas, quando já estão de regresso os/as emigrantes, e, tal como no ano passado, a segunda edição do Festival Instrumental Portugal 2026 também se distribui por espaços centrais, como a Praça Eng. Armando Rodrigues, o Theatro Club e o Centro Interpretativo Maria da Fonte.