“Conversa de Peregrinos” promoveu partilha de experiências sobre caminhos de peregrinação
O Centro Interpretativo da Maria da Fonte (CIMF), na Póvoa de Lanhoso, acolheu, no dia 16 de outubro, a iniciativa “Conversa de Peregrinos”, dedicada à partilha de experiências, conhecimentos e dúvidas em torno dos caminhos de peregrinação, nomeadamente os de Santiago de Compostela, Fátima e São Bento da Porta Aberta.
A sessão contou, na abertura, com a presença da Vereadora da Cultura e Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, e foi conduzida pelos técnicos municipais Francisco Machado e Orlando Fernandes, que orientaram a conversa e promoveram a reflexão em torno das vivências e particularidades dos diferentes itinerários de peregrinação.
Esta iniciativa constituiu mais um momento de valorização da cultura de peregrinação e de sensibilização para a riqueza histórica, patrimonial e humana associada aos caminhos, reforçando a importância da partilha entre pessoas que encontram nestes percursos diferentes motivações, experiências e formas de descoberta do território.
A realização desta sessão enquadra-se também no trabalho que o Município da Póvoa de Lanhoso tem vindo a desenvolver em torno do Caminho Português de Santiago León de Rosmithal, tendo em vista a preparação das celebrações do Ano Santo Compostelano, ou Ano Xacobeo, que decorrerá em 2027, em Santiago de Compostela. Com um percurso superior a 260 quilómetros, atravessando 12 concelhos, este itinerário distingue-se pela predominância de paisagens rurais e pela riqueza do património arquitetónico, natural e cultural, bem como pelo contacto próximo com as comunidades locais.
A sessão ficou ainda marcada pelo sorteio de uma escultura da autoria de José Vilela, oferecida a um dos participantes, num momento que acrescentou um apontamento especial a esta iniciativa de partilha e convívio.
A “Conversa de Peregrinos” reforça, assim, o compromisso do Município com a divulgação deste caminho jacobeu e com a promoção de iniciativas que incentivem a descoberta do território, a preservação da memória e a valorização das experiências que fazem de cada peregrinação um percurso único