O “Cozinha Feliz” arrancou com novo grupo – esta medida do Eixo IV do CLDS deverá abranger 40 pessoas até ao final de 2028
No passado dia 30 de setembro, teve início uma nova edição da atividade “Cozinha Feliz”, que reúne um grupo de dez participantes. Serão quatro sessões, até ao final do presente ano civil.
Prevê-se que até 2028 se realizem 8 sessões, correspondentes a dois grupos anuais, com o objetivo de alcançar 40 participantes. Em 2025, a atividade contou com um grupo de 4 pessoas. O primeiro grupo, cujas sessões terminaram a 29 de julho, integrava 8 e, atualmente, o segundo grupo conta com 10 beneficiários, evidenciando uma evolução gradual e significativa de adesão.
Esta iniciativa integra o “Eixo IV – Desenvolvimento social, capacitação comunitária e intervenção em contextos de emergência social e de cenários de exceção” e vai realizar-se durante quatro sessões dedicadas à promoção de hábitos alimentares saudáveis, à partilha de conhecimentos e ao desenvolvimento de competências para uma gestão mais consciente do quotidiano.
Ao longo das sessões, que se prolongam durante toda a manhã, para além dos momentos práticos de confeção e preparação de refeições, serão dinamizados, de forma alternada, momentos de sensibilização sobre temas como a gestão financeira e a alimentação. Gestão do orçamento, endividamento e sobreendividamento, finanças pessoais em tempos de crise e “Comer bem é + barato” serão abordados nestas sessões, nas quais haverá o contributo do CIAB e da DECO.
Toda a atividade decorre no refeitório da Escola Profissional do Alto Ave (EPAVE), tendo como formadora Vânia Gomes, nutricionista do Município, que ao longo das sessões transmite conhecimentos e competências que lhes permitem fazer escolhas alimentares mais saudáveis, económicas e conscientes.
O/A “Cozinha Feliz” integra o projeto CLDS 5G Lanhoso, financiado pelo programa PESSOAS 2030. O público-alvo são os/as utentes do Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS) da Póvoa de Lanhoso. Com esta iniciativa pretende-se, assim, contribuir para a adoção de práticas alimentares que promovam o bem-estar individual, a gestão responsável dos recursos e a preservação do ambiente, reforçando simultaneamente competências úteis para o dia a dia.
O acompanhamento que é feito pelos/pelas técnicos/as de um modo mais próximo ao longo das sessões, permitiu observar que existe uma apreciação muito positiva da atividade. A utilidade das aprendizagens adquiridas, o convívio, a partilha de experiências e o ambiente de entreajuda são considerados os fatores que mais contribuem para a valorização destas sessões.
A “Cozinha Feliz” ultrapassa a dimensão estritamente prática da aprendizagem culinária e da gestão doméstica, constituindo também um espaço de encontro, participação e criação de relações interpessoais.