Póvoa de Lanhoso debateu a evolução tecnológica e o papel dos Serviços Municipais de Proteção Civil na sociedade em seminário
No âmbito da IV Semana Municipal da Proteção Civil, a Póvoa de Lanhoso foi o palco do debate sobre a segurança de proximidade no passado dia 15 de abril. O Theatro Club acolheu o seminário “O Papel dos Serviços Municipais de Proteção Civil na Sociedade”, um encontro que reuniu especialistas, técnicos e decisores para refletir sobre como a inovação e a atuação ao nível local são hoje peças fundamentais na salvaguarda de pessoas e bens.
O evento, que contou com uma plateia composta por cerca de 100 operacionais da Proteção Civil vindos dos mais variados pontos do país, tornou-se um importante fórum de partilha de experiências entre diferentes corporações e serviços municipais.
Na sua intervenção de abertura, o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Dr. Frederico Castro, destacou o forte investimento que o município tem vindo a realizar nesta área, sublinhando que a segurança das populações é uma prioridade estratégica. O autarca enfatizou ainda a importância vital da interação entre todos os agentes, defendendo que a eficiência da resposta no terreno depende diretamente da capacidade de cooperação e articulação entre todos os intervenientes.
O programa técnico iniciou-se com o primeiro painel, dedicado à “Importância da Tecnologia na Proteção Civil Municipal” e moderado por Luís Mário Ribeiro (ADAI/Universidade de Coimbra). Neste contexto, Pedro Figueiredo, da Beyond Vision, abordou a importância das aeronaves não tripuladas (UAS) no planeamento municipal, seguido por António Salazar, da Esri Portugal, que apresentou os sistemas de informação geográfica como sistemas de integração, colaboração e partilha através do GEOPROCIV ESRI.
A manhã prosseguiu com a intervenção de Ricardo Pinto, Vereador da Câmara Municipal de Bragança, sobre o papel dos serviços municipais de proteção civil na cooperação transfronteiriça, a análise de Andreia Rodrigues, do SMPC de Coimbra, sobre a importância da informação na comunicação do risco e no planeamento de emergência, e a reflexão de Pedro Gomes, do SMPC do Entroncamento, acerca da importância da Inteligência Artificial nas operações de proteção civil.
No período da tarde, o debate centrou-se na “Importância da Proteção Civil no Patamar Local”, sob moderação de Ricardo Alves, assessor do Gabinete de Apoio à Presidência para a esta área.
Vítor Azevedo, do SMPC de Braga, deu início aos trabalhos discutindo o papel dos serviços municipais na coordenação de eventos de massa de âmbito municipal, seguindo-se Gilberto Gonçalves, do SMPC de Fafe, que detalhou a importância dos sistemas de informação geográfica no apoio ao combate à Vespa Velutina (Asiática).
O painel contou ainda com o Comandante Paulo Soares, Diretor do Heliporto de Baltar, que falou sobre a importância das infraestruturas aeronáuticas municipais e o papel dos municípios; com António Cruz, do SMPC de Viana do Castelo, que explorou a relevância dos Centros Municipais de Operações de Socorro (CMOS) na gestão de ocorrências; e encerrou com Valter Ferreira, Adjunto de Operações do SRPC da Madeira, que apresentou a experiência e o papel dos serviços municipais no Arquipélago da Madeira.
Este evento assumiu um significado particular por se tratar do seminário que encerra formalmente a IV Semana Municipal da Proteção Civil. Originalmente agendada para 18 de fevereiro, a iniciativa teve de ser adiada devido à grave situação que o país atravessava na altura. Naquela data, as tempestades que assolaram o território nacional exigiram que todos os agentes mantivessem o foco absoluto na resposta a ocorrências, demonstrando a missão de prontidão que o seminário agora veio consolidar.
A importância deste tipo de eventos é fundamental para a atualização de conhecimentos e para o estreitamento de laços entre instituições. Ao reunir uma centena de operacionais no Theatro Club, a Póvoa de Lanhoso reafirma o seu compromisso com uma sociedade mais preparada e resiliente, sob o lema de que a Proteção Civil é, verdadeiramente, uma tarefa de todos para todos.